Um morador da Aldeia do Carvalho recebeu privilégio de espingardeiro em 1513

O Cerco de Arzila, uma das famosas Tapeçarias de Pastrana. (pormenor de espingardeiro com colubreta)
Passchier Grenier

Entre os documentos da Chancelaria de D. Manuel I encontra-se uma referência rara e muito antiga relacionada com a Aldeia do Carvalho.

Em 1513, Luís Álvares, morador na Aldeia do Carvalho, recebeu privilégio de espingardeiro, conforme registo conservado na Torre do Tombo:

“A Luís Álvares, morador na Aldeia do Carvalho, privilégio de espingardeiro.”

O documento encontra-se na:

  • Chancelaria de D. Manuel I, Livro 41, fólio 17 verso
  • Torre do Tombo, microfilme 2235

A referência demonstra a presença de homens ligados ao uso de armas de fogo no território serrano logo no início do século XVI, durante o reinado de D. Manuel I.

Os espingardeiros integravam os corpos militares e milicianos especializados no uso da espingarda, numa época em que as armas de fogo começavam a transformar profundamente a guerra e a organização militar portuguesa.

Este pequeno registo documental constitui também uma das mais antigas referências conhecidas a um morador identificado da Aldeia do Carvalho.

No final do documento surge ainda a fórmula:

“Henrique Homem a fez”

provavelmente correspondente ao oficial ou escrivão responsável pela redação da carta régia.

Referência Arquivística

  • Chancelaria de D. Manuel I, liv. 41, f. 17v
  • Ano: 1513
  • Torre do Tombo, mf. 2235